sábado, 10 de março de 2012

Considerações sobre uma dita Umbanda Cristâ e os tempos dos Congressos e Primado

Estes textos transcritos aqui são postagens em resposta à alguns amigos que se correspondem comigo em um site de fóruns pela internet.
Só postei aqui minhas respostas, mas o todo da coisa pode ser lido através do link anexo.

Vamos à algumas considerações importantes sobre o que se esta chamando aqui Umbanda Cristã, a mim parece que haja muita confusão sobre o que isto representa, do que foi e do que é hoje.

A referência sobre o Congrasso de Umbanda é a Benjamim Figueiredo, médium do Caboclo Mirim, Dirigente máximo da TEM - Tenda Espírita Mirim, que na época do congresso possuia 37 filiais, dezenas de centenas de médiuns e milhares de assistentes assíduos em suas sessões.
Mais do que uma tentativa de embranquecimento da Umbanda ou despótica tentativa de ditar uma Umbanda cristã e distanciada dos fundamentos africanos, como sugerem alguns, o Congresso de Umbanda veio como uma resposta efetiva à tentativa de setores políticos e religiosos de proibir o culto Umbandista, torna-lo definitivamente ilegal desmobilizar suas lideranças e prender seus líderes.


No Rio de Janeiro havia a clara liderança da TEM como luminar umbandista, tendo em seus quadros membros influentes da sociedade e da política da época, gentes da música, das artes e cultura nacional, o Sr. Benjamim tinha clara consciência disto e após muitas vezes em que foi preso por professar seu credo, ele juntamente com outros que se alinhavam aos preceitos e ética da Escola do Caboclo Mirim uniram-se para se fazer sentir e medir por seus detratores o quanto força e influência tinham.

Várias teses e assuntos foram debatidos, entre eles a afirmação de uma identidade ética evidente que tinham entre sí, afinal as casas congressadas ou eram filiais e sede da TEM ou em esmagadora maioria eram casas de antigos seguidores da TEM ou dos grupos vindos da linha de Zélio de Moraes, médium do Caboclo 7 Encruzilhadas. Entre eles havia claras semelhanças de culto e formas rituais, comungavam uma identidade claramente critã, adimitida a supremacia do Cristo como máxima figura à ser reverenciada, e como é mostrado claramente em qq casa filiada à TEM, "O Médium Supremo", modelo e inspiração para todos.

A afirmação dos valores de um espiritualismo cristão foram naturais e naturais também a análize do que se tinha de material editado para estudo sobre o assunto, a bibliografia espírita-kardecista foi naturalmente tomada como ponto de partida para muitos estudos e até hoje são bibliografia obrigatória das casas da Escola do Caboclo Mirim, mas não para o aprendizado de uma douitrina, mas para estudo e reflexão do que seja o fenômeno mediúnico e das mensagens dos espíritos de luz, na época não havia como hoje a possibilidade de gravar em vídeo uma entidade incorporada falar e ensinar aos seus filhos, muito menos a facilidade de divulgação e propagação das palavras de nossos Pretos-Velhos.

Tempos depois isto veio a determinar a criação do Primado de Umbanda, uma iniciativa de vários dirigentes entre eles Benjamim Figueiredo.

Mas volto para o que acho ser o cerne das confusões, estes grupos reunidos possuiam uma identidade claramente distinta entre sí mas claramente semelhante eticamente.

Não havia a intenção de segregar outros grupos ditos Umbandistas ou espiritualistas, tratava-se de uma afirmação positiva de identidade, uma comum que era evidente, exageros aconteceram, mas devemos entender isto contextualizado em sua época e circunstância, para eles as outras manifestações do movimento Umbandista eram totalmente diversas e éticamente discutíveis, vemos isto hoje na não aceitação do Culto do Daime como manifestação do movimento umbandista, muito embora em tudo e por tudo se assemelhe a nós.

A necessidade de afirmação desta identidade comum trouxe à estes grupos congressados uma força evidenciada e que ajudou muito na flexibilização da legislação e da compreenção do fenômeno Umbandista como algo verdadeiro e representativo que intimidou as tentativas de marginalização do culto umbandista.

Fica difícil falar de algo que ocorreu a mais de 70 anos segundo a ótica de nossos dias, se vamos falar algo do que é a Umbanda Cristã que se analise o que ela é hoje, de como seus líderes encaram o movimenbto umbandista hoje, fora isto estaremos no mínimo cometendo o mesmo erro que se atribui aos dirigentes do Comgresso e do Primado em seu início.

(...)

Concordo com o que vc falou mas em parte, na verdade entendo o que vc diz sobre um suposto embranquecimento da Umbanda, mas sob que ponto de vista? Seria Pai Roberto, preto-velho de Benjamim Figueiredo menos preto-velho? Seria a Umbanda que ele professava desde o advento do Caboclo Mirim em 1920 menos Umbanda? Quantos dos críticos desta corrente ou as linhas diversas que eles seguem ou seguiam existiam na época?

A Escola do Caboclo Mirim é menos Umbanda por não cantar para exu ou mesmo por não ter sessão para estas entidades: baianos, malandros, Zé Pelintras, exus, pomba-giras, ...?

Seria menos Umbanda o sitema de filial por qq motivo, não foi o Sr. Benjamim ou o Caboclo Mirim quem quizeram filiais, mas sim os sacerdotes da TEM que pediram para forma-las, vc viu as fotos que estão em links que postei com a mensagem?

Eram milhares todas as semanas na TEM, tornou-se impossível trabalhar lá, abrir filiais foi a única saida, mas não foi em momento algum determinada pelo comando, os médiuns Abarés da TEM que formaram filiais o fizeram em nome do Caboclo Mirim e as suas entidades se expressaram desta mesma forma, deveria o Caboclo Mirim rejeitar sua abenção e sagração para que seguissem sós ?

Quanto à questão dos rituais ditos afro terem sido abolidos do conceito do que seria Umbanda nos congressos isto tem mais relação com uma miopia que também acomete hoje muitos Umbandistas só que às avessas, e devo dizer que não concordo pessoalmente com nenhuma, como já disse em diversas oportunidades entendo a Umbanda como um movimento criado por seres de elevação inimaginável para dar serviço e ordenar tanto alguns povos espirituais quanto aos homens e mulheres que por sua capacidade mediúnica, variável de pessoa para pessoa e de grupo para grupo, passariam a atuar em harmonia num ideal de elevação planetária, isto não se deu de forma homogênea e nem poderia se-lo pois não é algo que cresce a partir de um pequeno núcleo, mas algo que manifastado de forma múltipla, levando em consideração as características das entidades mentoras, de seus médiuns e das condições de entendimento ético-moral de cada grupo, afinal somos etinicamente diversos.

Se em tempos idos os grupos do Congresso de Umbanda idealizassem uma Umbanda etinocentrista isto é por necessidade de afirmação de seus princípios, algo muito questionável por certo, mas perfeitamente de acordo com as práticas da época, estamos falando das décadas de 40, 50 e 60.

O próprio Tancredo tempos depois cometeu o mesmo engano quando disse que não era Umbanda sem os rituais afro, outra afirmação de identidade etinocentrista, igualmente questionável mas genuina em essência se nos postar à análize por sua ótica.

A Escola do Caboclo Mirim se intitula a Escola da Vida e se baseia em grande parte na contemplação da natureza e na lógica da criação e da relação entre as forças criadoras e manutentoras do que existe, fazemos isto na visão de Orixás, mas existem linhas de Umbanda que desconhecem o que seja Orixá, são menos Umbanda?

Não, são outras visões possíveis do que seja Umbanda, mas para nós da Escola de Mirim seria errado dizer a Umbanda a Luz de Orixá por conta de alguns não serem assim ? Claro que não, somos diversos...

O momento em que os congressos existiram foi de afirmação da Umbanda como religião, havia a necessidade de lutar pelo direito de existir, mas para estes grupos que tinham evidentes semelhanças éticas e se congregaram podiam responder por sí, não havia a possibilidade de faze-lo por outros, o momento histórico era outro, e afirmo categoricamente que isto se diferenciava por questões éticas, tão delicadas hoje quanto foi naquela época de se questionar, mas que diante de tanta ignorancia do que era Umbanda, esta ou aquela, o movimento Umbandista ou a intensionaliodade dos planos superiores, tornou-se imperativo uma firme condução dentro do que foi ditado como diretrizes da Escola de Mirim ou da linha de Zélio.

Se outros grupos na época não tiveram força suficiente para se expressarem ou mesmo de se agruparem o fizeram posteriormente, o quadro atual é de absoluta pulverização de diversas formas expressivas e de fundamentação ética diversa, não havendo hoje prevalência alguma de um a linha de Umbanda sobre a outra, o que sinceramente acho mais verdadeiro e saldável.

Esta questão é muito polêmica e talvéz seja mais hoje do que foi na época, pois muito embora hoje se tenha a clara dimensão da Umbanda como um movimento de muitas vertentes e linhas diversas existe a marca de uma distinção ética que é hoje idêntica a de 70 anos atrás, uns entenderão como características da identidade dos grupos, outros verão como preconceito, mas é certo que existe um abismo ético entre estes grupos, não uma ética melhor ou pior, são diferentes apenas.

(...)

Entendo perfeitamente o que está falando e sei que isto pode ter alguma relevância para outros grupos, terem se sentido segregados algum dia, houveram muitos excessos mas achar que isto se fazia por querer afastar-se das raizes africanas é simplismo, e os que se sentiram segregados viram desta forma por serem a minoria da época, uma minoria que não tinha organização ou força de expressão política, isto não é certo ou errado, não é bom ou ruim, simplismente foi assim.

É indiscutível que as corentes de médiuns e assistentes que iam aos terreiros iam em maior número nas casa ligadas à Escola do Caboclo Mirim e do Caboclo 7 Encruzilhadas, tempos depois aparece Tancredo e surge a organização do Omolokô e uma nova distribuição de coisas se dá, o que eu acredito ter tornado a Umbanda realmente multipla e um prenúncio real do que se tornou em nossos dias.

A questão que levanto sempre, quando se fala de um possivel absurdo que tentaram fazer nos congressos dos idos de 40, é que é impossível se dar o olhar de hoje à aquele tempo e julgar como nos dias de hoje aqueles tempos, isto é absurdo existe um hiato claro não só de tempo mas de entendimento, sem falar que a própria Umbanda evoluiu e mais: somente hoje com o advento da internet se está dando a conhecer realmente.

Reclama-se de uma visão facciosa do mundo e da religião, mas se dermos ao trabalho de ler o que falava nas outras corrente também veremos muito disto, e é uma verdade existe muito material escrito e gravado pois somente estes se deram a faze-lo, até porque podiam faze-lo, a estas linhas pertenciam como disse muitos políticos, artistas, gente de influência e formadores de opinião da época, sem dúvida estas correntes atrairam mais a atenção da classe média, mas também atrairam o povo, afinal a TEM fica à poucos metros dos Morros da Mangueira e Sampaio no Rio de Janeiro e os milhares que enchiam as sessões óbviamente não eram em sua mioria letrados ou gentes de posses, pelo contrário eram pessoas muito humildes que enchiam as calçadas em filas intermináveis chegando às portas do que é hoje a Policlinica da UERJ ou as imediações da Estação do Riachuelo do lado oposto.

Teria este verdadeiro fenômeno social e religioso sido um movimento de elites? O milagre que se via na TEM era menor do que em outro canto milagroso?

O que havia naquela época é o mesmo que existe hoje diferenças do ponto de vista ético, falo isto dentro da visão da Escola de Mirim, qualquer um que siga esta escola hoje, e eu me incluo nisto tem a clara visão desta diferença e das razões do que digo, mais ainda se conhecer um pouco de captação ou de medição de campos.

Mas mesmo assim é visível além de nossas diferenças a evidente irmandade de nossas linhas, muito embora diversas e por vezes conflitantes nas formas e motivações, somos todos frutos do mesmo movimento criador, repetirei uma frase recorrente em meu discurso:




Tudo é Umbanda, somos múltiplos, nossa religião nos é dada por Entes
muito maiores do que qq um de nós pode conceber, feita a nos municiar de
instrumentos para auxilia-los nos trabalhos que desde sempre fizeram
para a evolução da Humanidade, da própria Vida e do planeta, cada um com
sua capacidade e entendimento, portanto em algum lugar uns se
utilizarão de um tipo específico de ritual e em outro lugar isto não
terá lugar ou será necessário, porém tudo é Umbanda, a Umbanda é um
movimento de muitos e não a manifestação unilateral de uma filosofia,
personalidade ou revelação.
Somos múltiplos, muitos e muitas vezes aparentemente nos movemos em direções opostas, mas tudo isto é Umbanda.


O que eu acredito ser uma mudança capital é a consciência, que ainda está se formando, não somente nos filhos da linha de Zélio ou de Mirim mas sim da maioria dos umbandistas de todas as linhas, é saber que a Umbanda é um movimento, está em movimento e em permanente evolução, que não somos o que fomos e amanhã seremos ainda mais diferentes, mas também que o que estamos fazendo aq na internet, nos sites, fóruns e debates virtuais é nos aproximar e evoluir para uma identidade una, mesmo na diversidade, e isto sim deve ser laureado e defendido a todo custo pois isto é o verdadeiro espírito de nossa Umbanda. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sobre o ritual do Corte, ou Sacro-Ofício na Umbanda

Existem várias formas de ver esta questão, de uma forma geral este ritual é um moto de acumulação de forças vitais e etérias mais densas, direcionadas para entes do astral no sentido de atender as vontades de alguém para seja quais forem as razões.
Estas entidades são alimentadas e a elas é dada a capacidade energética de realizar prodígios do astral, não discuto a moral de tais pedidos ou a ética de fazer o ritual, mas sua mecãnica é esta.
Estas entidades estão normalmente sempre dispostas à prestar seus serviços em troca de energias, são entes de densidade muito grande e por se encontrarem num plano muito material, não são tão evoluidas e necessitam de acompanhamento constante de outras entidades e seu controle , se possível só pode ser feito por agente mágico ou sacerdote experiente e em dia com suas obrigações ante suas entidades e entes de sua egrégora.
Embora seja um rito comum é muito perigoso em mãos erradas ou pouco treinadas, não necessáriamente são para o bem ou para o mau, se destina à cumprir pequenas missões longe do ambiente de força de seus operadores ou para compensar pontos fracos em determinados aspectos da existência, estes rituais existiram em outras culturas e seus fundamentos são conhecidos por grande parte da humanidade da antiguidade e utilizados de diferentes formas por todo o globo em várias culturas, por exemplo o judaísmo ensina através de sua tradição mecanismos de controle dos gênios e da criação de golens para guardiôes de embientes ou verdaeiros robôs astrais missionados conforme se estruturar seus rituais e a forma de se alimentar os entes, os celtas realizavam tais rituais para convocar e enviar elementais para fazer o que desejavam.
Realmente a questão da utilização ou não de tal ritual não é uma questão moral, é uma questão ética, ela envolve os porquês se fazem as coisas e não o como se fazem.
Os que são contra o tal ritual baseiam sua repulsa não somente numa brutalidade intrinseca ao ritual ou o uso de sangue, veja que muitos que são contra comem grandes quantidades de carnes de todos os tipos em festas e churrascos, que outra coisa não são do que formas rituais de uma cultura que comemora a vida e a alegria, outras razão contra é a dos que não reconhecem como válida a utilização de seres vivos superiores em ritos onde esteja envolvido o medo e a dor dos imolados, esta não é somente uma questão moral e ética, isto pode ser facilmente comprovado por um radiestesista, um vidente da aura ou alguém que domine técnicas de medição dos campos bioenergéticos, lá está registrada a marca energética da dor e do medo e disto se alimentam uma verdadeira legião de seres astrais incontroláveis por este ritual, estas marcas energéticas não estão somente no rito, mas em seus controladores, naquele que pede o ritual, naqueles que se foca o magismo e no ambiente onde tudo encontra eixo, são marcas que permanecem por anos muitas vezes e estabelecvem carma difícil de quebrar.
Vc perguntaria: se é tão perigoso e foge tanto do controle, por quê ainda realizam tal ritual ?
Existem muitas razões: a mais simples é a continuação de tradições milenares que são incorporadas às pessoas quase sem pensar, não por maldade ou ignorância mas por respeito à suas tradições, estes ao menos costumam ser disciplinados em seus preceitos e fazeres e devido à correta observação da tradição encontram um eixo de harmonização de tais perigos, mas nunca se conseguirá aliviar o peso energético de seus fazeres, se tronarão realmente cada vez mais fortas no sentido do que é material e denso, e mais distantes de um eixo sutil de trabalho e ligação com entes de planos superiores, tendem à um certo "teto baixo" que na maioria das vezes nem é percebido.
Outra razão para ser contra é o mesmo motivo por que outros são à favor, se o ritual se caracteriza pela condensação de energias e fluidos físico-astrais os adeptos da magia mental focam seu fazer na sutilização de nódulos densos e a livre circulação de forças em equilíbrio sem represamentos ou acumulação, isto fazendo abrem espaço nos campos energéticos para a manifestação de influências mais sutís e a possibilidade de encontrar eixos de fixação à planos mais elevados da existência em suas vidas e a consequente acesso do humano nestes planos.
Existem derivações disto tanto para um lado quanto para o outro mas os motivos principais das duas vertentes são estes: uns acumulam, outros sutilizam.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Multiplicidade


Tudo é Umbanda, somos múltiplos, nossa religião nos é dada por Entes muito maiores do que qq um de nós pode conceber, feita a nos municiar de instrumentos para auxilia-los nos trabalhos que desde sempre fizeram para a evolução da Humanidade, da própria Vida e do planeta, cada um com sua capacidade e entendimento, portanto em algum lugar uns se utilizarão de um tipo específico de ritual e em outro lugar isto não terá lugar ou será necessário, porém tudo é Umbanda, a Umbanda é um movimento de muitos e não a manifestação unilateral de uma filosofia, personalidade ou revelação.
Somos múltiplos, muitos e muitas vezes aparentemente nos movemos em direções opostas, mas tudo isto é Umbanda.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Terreiro Ideal

Eu pertenço ao meu terreiro ideal, é ideal pelo simples fato de eu não idealizar nada, apenas vivencio o muito que há aqui para aprender, é ideal pois estou disponível verdadeiramente e meus irmãos também. Há uma intenção clara em mim de seriedade ou ao menos buscar tornar-me sério junto com outros. É ideal pois mesmo que eu tenha algum problema com um irmão estou disponível ao diálogo e a preservar a paz e a harmonia como bens preciosos de amor, somos uma família. Aqui aprendo todos os dias o valor da disciplina e do silêncio. Minhas mãos estão sempre disponíveis ao trabalho e ao auxílio, temos muitos pares delas em ação. Pertenço ao meu terreiro ideal onde brilha a Umbanda, onde eu aprendo todos os dias a ascender meu candeeiro e juntar minha luz à de outros no farol que meu terreiro é na Umbanda. Sou feliz aqui, muito há o que fazer, trabalhar e aprender, não sou o tipo humilde mas estou aprendendo a ser somente eu mesmo e desenvolvendo o silêncio, um verdadeiro aprendizado de prazer...não há tempo para a discórdia ou para o engano, pois não me dou este tempo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Trânsito Religioso


O Problema do trânsito religioso na Umbanda está intimamente ligado ao que se apresenta como Umbanda,  não tenha dúvidas que muitos não se agradam do que está disponível.
Sem querer abrir polêmica lembro a alguns que tanto falam sobre a história e o crescimento da Umbanda, principalmente no Rio e em São Paulo, que a Umbanda cresceu muito e se estabilizou durante o crescimento das vertentes tão criticadas chamadas esbranquiçadas, Os Zelistas e os discípulos da Escola de Mirim trouxeram isto como um legado, e é no momento do surgimento de outras vertentes, ditas africanistas ou mesmo herméticas, que levanta a onda neopentecostal no Brasil.
É bem verdade que este movimento neopentecostal é um movimento mundial que repercutiu aqui primeiro vindo dos EUA, mas se observa hoje em todo o globo, até na China existem.
Mas aqui eles ganharam força inegável dos que não aceitaram o crescimento dos cultos marcadamente de raíz africana, enquanto em todo o mundo os neopentecostais tem uma ação evangelizadora e messiânica, aqui eles são combatentes da Guerra Santa que travam contra nós, e pela sedução criada por imagens de poder e força atraem aqueles de personalidade maleável de outros credos.
Os ex-umbandistas que migram para a onda pentecostal o fazem simplismente pois se sentem arrependidos de suas práticas anteriores e da sedução de poder e Glória de um Deus que é fiel, como dizem, simplismente trocaram o foco de seu mercantilismo, antes davam isto ou aquilo para entidades fazerem coisas, agora dão seu testemunho e cerram fileiras se dizendo salvos pelo Senhor, em correntes de prosperidade, dizendo que Deus fará por suas vidas pois creem... são como os judeus do Exodo, à primeira onda sedutora apontando poder e beneces em troca de adoração, contraponto à disciplina e observação do preceito religioso mais laborioso, se ajoelham e adoram o ídolo dourado da moda. Apenas mudou o foco da troca.
Outros se afastam da Umbanda e se dizem sem religião, movimento claro de desencanto, na maioria das vezes não por desacreditar da eficácia dos preceitos e fazeres, mas por não concordar com as práticas do que lhes foi apresentado como religião.
Eu mesmo, muito embora simpatizasse com a Umbanda, sempre me disse espiritualista e que a Umbanda era um culto de irresponsáveis sem noção do que realmente fazem, apoiados somente na confiança sobre o que não tem ideia do que é ou como funciona, um arrebanhamento de gentes sem seriedade e seduzidos pelo fenômeno e não pelo fundamento.
Mudei minha opinião e hoje sou Umbandista, mas ainda acho muitos são irresponsáveis e apoiados em preceitos, práticas e fazeres que não tem a mínima noção de como funcionam ou qual a consequência de seu movimento no astral após fechar a gira e apagar as luzes do terreiro, e pior: hoje eu acredito que existam vários que sabem perfeitamente o que fazem e as consequências do que fazem, porém mesmo assim preferem caminhos que tragam valores mais práticos, contas bancárias, poder e força de persuasão para conseguir lucro e mais poder.
Entendam que não estou dizendo que os fazeres de outros grupos estão errados, sejam de baixa qualidade ou fazeres menores, digo exatamente que as pessoas não tem a menor consciência do que fazem.
Outros ainda, como eu era, se colocam críticos, não negam o valor da Umbanda, reconhecem e são reverentes às entidades, porém não encontram o aquilo com que se afinem, pelos exatos motivos que exemplifiquei na postagem anterior.
Isto é muito claro para mim pois fui um destes afastados ou migrantes e por muitas vezes conversei com outros que colocaram exatamente isto que falei, não adianta esconder o sol com peneiras, o que existe divulgado por ai como Umbanda não é o melhor de nós para estas pessoas, e veja que este movimento migratório não diminuiu e é claramente uma tendência...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A medida do meu tamanho

Sou do meu tamanho, e sei disso pela luz em minha fronte, mas também pela sombra que projeto, no Amanhecer bato cabeça saudando a Luz Maior, ao meio dia de pé me banho na Luz, ao anoitecer me ajoelho agradecido por existir, assim quem sabe eu produza menos sombra no chão...
Estou apenas aprendendo com outros que também menos sombra fazem no chão, ... quanta luz...

http://youtu.be/357UuB48cF0

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ets, salvação e reintegração


A humanidade é muito maior do que imaginamos, humanos são seres que pertencem a um tipo específico que não é exclusivo da terra, posto que o espírito não conhece tempo nem lugar e a vida é o mais incidioso "acidente" que se pode imaginar, ela teima em encontrar uma forma de se fazer presente mesmo que não haja logicamente razão alguma, a vida encontra sempre uma forma e um caminho. Por que se firmar a atenção peceberá que tudo é vida, que tudo pulsa, que tudo tem razão e objetivo e pode-se entender que tudo tenha algum nível de inteligência, o fato de não entender um ciclo ou estado da criação não quer dizer que ele não tenha léxo, quer dizer que eu não entendo o que quer dizer e isto é bem diferente. Não existe nenhuma importancia em ser humano ou Et, existe importancia em ser uma potência viva que porta uma centelha do criador, sob este ponto de vista tanto faz se é um animal, uma pessoa, um Et, ou uma outra forma de consciência qq, toda a consciência é viva e toda a vida é santa, toda a vida é necessária e tudo serve ao Criador. Quanto à ponderações sobre se existem ou não Ets, a ciência já de a muito deixou de considerar isto uma questão, o que se coloca é sabe-los e entende-los quando nos deparar com eles, afinal tendemos a só aceitar ou até mesmo enxergar o que nos é conhecido o demais torna-se invisível ou descartável como possibilidade. Digo sem medo de errar que existem inteligências cósmicas que conscientemente trocam com outras pelo universo afora, que trocam com o nosso planeta, outro ser vivo e consciente, e conosco também em determinadas ocasiões, bastando que estejamos preparados para aceitar ou entender. O que critico no discurso dos que defendem o culto Et é a pouca relação com a realidade que eles passam, a tentativa alucinada em achar salvação ou esperança em algo fora da terra como se houvesse salvação fora em qq lugar, seja a rua, a casa do vizinho, o planeta Marte ou outro plano de existência espiritual. A salvação está em conciliar-se consigo mesmo, com sua própria história e essência, se houver um cataclisma mundial e morrer a maior parte de nós assim mesmo pouco importaria no plano de Deus, isto já é esperado, acontece de tempos em tempos e está cada vez mais perto de acontecer visto que o último já tem alguns milhares de anos, portanto é mais inteligente buscar Deus dentro de nós, função de qq religião decente, de subir e integrar-se cada vez mais com o que se coloca a nossa volta, de respeitar a vida como dádiva para ser cuidada e não corrompida. É mais importante para mim lutar pelo meu equilíbrio pessoal e buscar uma síntese de mim mesmo através da integração com o todo  a minha volta que preocupar-me se as águas vão subir em 2012, ou se um meteoro atingirá a Terra em quantos dias ou anos, a salvação não está em pegar a nave espacial mais próxima, está em saber-se cumprir o próprio caminho com simplicidade e honestidade, não somos imortais e esta mortalidade impassivel e decisiva é a maior amiga que temos, propicia que possamos começar outra vez em outra oportunidade com outras influências e outras possibilidades para fazer a mesma coisa até acertar. Saravá a toda a criação, deste e de outros mundos, deste e de outros planos e tempos. Eu saúdo a paz.

Consciência


As pessoas estão sempre buscando algo mágico, místico e maior que a própria história para sentirem suas vidas desimportantes um tanto mais "encantadas", necessitam de grandes mistérios, de assombros fantásticos e fenômenos palpáveis.  A vivência da religião é muito mais simples e próxima de nós se nos despojar de orgulhos e das bobagens mirabolantes que construimos para nos achar maiores do que nossa simples insignificância, Caboclos vivem a simplicidade da emanação divina de Orixá, são a verdadeira contemplação de Deus manifestado e por isso acabam sendo a encarnação do vento, do burburinho das águas dos rios, dos mares, a luz refletida na neve no alto das montanhas e a respiração da terra no ciclo das marés, mas nós somos muito tolos para nos apreciar como como simplesmente parte da criação, parte singela e mínima, tomamos a terra com arrogância, achamos dominar o tempo e as coisas da vida com máquinas e cientificismos, Benjamim Figueiredo , cavalo do Caboclo Mirim falava sobre viver a simples humildade de ser pequeno para voar a grandeza da própria luz interior, sinceramente não me lembro a frase correta e assim que me lembrar ou localizar em meus papéis e acrescento aqui.  O que sei é que não há outra saida em nossa religião ou em qq outra séria que não seja a diminuição do ego, a doação como eixo de mudança interno e para isto muito pouco do que vemos por ai tem algum sentido.  Viver na luz de seu Orixá é viver na contemplação do que é simples e divino atravéz da vivência e união com o todo, a ampliação de si mesmo e de suas possibilidades através do despojamento de tudo o que pese, de tudo o que amarre, de tudo o que não seja integração.  O caminho de Pretos-Velhos é a paciência e a humildade, façamos nós este caminho e se assim for não haverá lugar para testar entidades ou correr giras de terreiro em terreiro buscando algo mais fantástico ou impressionante que a luz de cada Amanhecer, e se encantar em sabe-la dentro de si...

domingo, 17 de julho de 2011

terça-feira, 28 de setembro de 2010

RECICLARTE na UERJ

O Projeto Carnaval Reciclado vai ser parcialmente incorporado pelo Laboratório de Folclore da UERJ em um de seus projetos.

Edgar Neto, criador do RECICLARTE, foi procurado por membros do Projeto da Escola de Samba da UERJ para a criação de uma oficina de produção carnavalesca que incorpore os ideais de sustentabilidade e pesquisa que preconizamos.

A princípio serão produzidas as plantas e os Layouts de uma escola de samba tradicional dentro do enredo: 60 anos de UERJ, e produzido o desfile de bonecas recicladas exatamente como consta no projeto original do RECICLARTE, também serão produzidas 1 fantasia de cada um dos figurinos com materiais reciclados para exposição na universidade em local ainda à ser determinado. Tal desfile será encenado e executado em conjunto com os alunos do Curso de Educação Física, a princípio, mas poderá receber alunos de outras unidades como matéria eletiva e num segundo momento ser oferecido à comunidade em geral como curso livre do Laboratório de Folclore. 

Os acertos legais estão sendo providenciados, bem como a coleta de materiais para a produção das fantasias e do Desfile Reciclado, tudo deve estar sacramentado oficialmente em janeiro, mas o trabalho já começou pois para promover tudo será feita uma exposição do projeto e de um piloto do desfile reciclado até o final deste ano.

E vamos reciclando...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Estante Virtual

abaixo mando uma lista do mais que tenho neste assunto em EMPÓRIO ED e VOLUMEM VIRTAL:

O Mundo Que Eu Encontrei
Alayde de Assunção e Silva
1994 Esoterismo Rema
R$ 4,00
A Prece
Allan Kardec
2004 Esoterismo Feb
R$ 4,00
A Prece
Allan Kardec
2004 Esoterismo Feb
R$ 4,00
O Livro dos Médiuns
Allan Kardec
1975 Esoterismo Lake
R$ 4,00
Introdução ao Ioga
Anne Bessant
2005 Esoterismo Pensamento
R$ 5,00
Mensagens de Maria para Sua Família
Annie Kirkwood & Byron Kirk...
1997 Esoterismo Nova Era
R$ 8,50
Como Vivem os Espíritos
Antônio Fernandez Rodrigues
1994 Esoterismo Petit
R$ 4,00
Ciranda de Corações
Benta Maria Croffi
1997 Esoterismo Mnêmio Túlio
R$ 4,80
Muitas Vidas, Muitos Mestres
Brian L. Weiss
1998 Esoterismo Sextante
R$ 8,00
A Divina Sabedoria dos Mestres
Brian Weiss
1999 Esoterismo Sextante
R$ 8,00
As Melhores Respostas de Imbassahy
Carmem Barreto
1994 Esoterismo Petit
R$ 4,00
O Beijo da Morta
Celestina Arruda Lanza
1994 Esoterismo Feb
R$ 4,00
Sexo, Amor & Educação
Celso Martins
1993 Esoterismo Eme
R$ 4,00
Chico Xavier Inédito
Eduardo Carvalho Monteiro
2004 Esoterismo Madras
R$ 6,80
Infidelidade e Perdão
Eurípides Kühl
1996 Esoterismo Petit
R$ 4,80
Sempre Há uma Esperança
Eurípides Kühl
1995 Esoterismo Petit
R$ 4,00
Meu Anjo
Fausto Oliveira
1996 Esoterismo Seame
R$ 4,00
Alma e Coração
Francisco Cândido Xavier
1997 Esoterismo Pensamento
R$ 4,80
Augusto Vive
Francisco Cândido Xavier
1981 Esoterismo Geem
R$ 4,00
Caminho, Verdade e Vida I
Francisco Cândido Xavier
n/d Esoterismo Feb
R$ 4,00
Coragem - Espíritos Diversos
Francisco Cãndido Xavier
n/d Esoterismo Comunhão Espírita ...
R$ 5,00
Instruções Psicofônicas
Francisco Cãndido Xavier
n/d Esoterismo Feb
R$ 4,80
Jesus no Lar
Francisco Cândido Xavier
n/d Esoterismo Feb
R$ 4,20
Jovens no Além
Francisco Cândido Xavier
1977 Esoterismo Geem
R$ 4,80
Pão Nosso
Francisco Cãndido Xavier
2002 Esoterismo Feb
R$ 5,80
Pão Nosso
Francisco Cândido Xavier
2002 Esoterismo Feb
R$ 5,80
Parnaso de Além-túmulo
Francisco Cândido Xavier
n/d Esoterismo Feb
R$ 12,50
Sinal Verde
Francisco Cândido Xavier
2004 Esoterismo Petit
R$ 6,80
Caminho, Verdade e Vida
Francisco Cãndido Xavier ( ...
1994 Esoterismo Feb
R$ 4,00
Brilhe Vossa Luz
Francisco Cândido Xavier e ...
1995 Esoterismo Instituto de Difus...
R$ 4,00
Chico Chavier, Sua Verdadeira História
Fred Jorge
1972 Esoterismo Saber
R$ 6,00
Reflexões de um Estudante Rosa-cruz
Frederico Guilerme Costa
n/d Esoterismo Aurora
R$ 27,00
Calunga - "um Dedinho de Prosa"
Gasparetto
n/d Esoterismo Cevc
R$ 7,80
Essencial
Gasparetto
n/d Esoterismo Espaço, Vida e Con...
R$ 4,80
Faça Dar Certo
Gasparetto
n/d Esoterismo Espaço, Vida e Con...
R$ 4,00
Se Ligue Em Você
Gasparetto
n/d Esoterismo Espaço, Vida e Con...
R$ 4,00
A Descoberta do Amor
Helena Maurício Craveiro Ca...
1996 Esoterismo Petit
R$ 4,00
Por Que as Lágrimas?
Irene Pacheco Machado ( Esp...
1992 Esoterismo Rema
R$ 5,90
Consciência
Irene Pacheco Machado ( Lui...
1990 Esoterismo Rema
R$ 5,00
Deixe-me Viver
Irene Pacheco Machado ( Lui...
1993 Esoterismo Rema
R$ 4,00
Dois Mundos tão Meus
Irene Pacheco Machado ( Lui...
1994 Esoterismo Rema
R$ 6,80
Lírios Colhidos
Irene Pacheco Machado ( Lui...
1993 Esoterismo Rema
R$ 4,00
Ninguém Está Sozinho!
Irene Pacheco Machado ( Lui...
1994 Esoterismo Rema
R$ 4,80
O Vôo Mais Alto
Irene Pacheco Machado ( Lui...
1993 Esoterismo Rema
R$ 4,00
Os Miosótis Voltam a Florir
Irene Pacheco Machado ( Lui...
1990 Esoterismo Rema
R$ 4,80
Um Jardim de Esperanças
Irene Pacheco Machado ( Lui...
1993 Esoterismo Rema
R$ 4,40
Conversando Com os Espíritos
James Van Praagh
1998 Esoterismo Salamandra
R$ 4,50
El Génesis Reconstruído
Jorge Adoum Mago Jefa
n/d Esoterismo Ediciones Yo Soy
R$ 50,00
Relação Entre a Psicologia e o Espiritismo
José Marques Mesquita
2002 Esoterismo Useerj
R$ 4,80
Espíritos Rebeldes
Kahul Gibran
1975 Esoterismo Círculo do Livro
R$ 10,00
A Consciência. o Sentido Íntimo
Lucia Helena Mathias Arruda
2002 Esoterismo Celd
R$ 6,80
Colônias Espirituais
Lúcia Loureiro
1995 Esoterismo Mnêmio Túlio
R$ 11,80
Ao Pé das Colunas
Luiz Prado
n/d Esoterismo Mandarino
R$ 35,00
Amor e Carma
Márcia Pereira Lopes
1996 Esoterismo Petit
R$ 4,80
Como Fazer Simpatias
Maria Bebiana Ferreira dos ...
n/d Esoterismo Eco
R$ 6,50
Pomba-gira Cigana
Maria Helena Farelli
2006 Esoterismo Pallas
R$ 9,80
Uma História Quase Comum
Maria Vendrell Spinelli
2002 Esoterismo Aliança
R$ 4,80
Histórias Alucinantes
Mauro Judice
1996 Esoterismo Petit
R$ 4,00
Fazer o Bem Faz Muito Bem
Miguel Meister Filho
2000 Esoterismo Dpl
R$ 8,00
A Invocação dos Anjos
Padma Patra
1994 Esoterismo Best Seller
R$ 4,00
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